DPF Gustavo Schneider – Sta. Cruz do Sul /RS

“Hoje foi um dia movimentado para ser de greve. Por que ao contrário do que se insinuou, que o povo brasileiro é preguiçoso e aproveitou pra esticar o feriadao,  eu vi luta. Em Santa Cruz do Sul,  policiais federais e civis, policiais rodoviários federais, servidores do Judiciário promoveram um ato conjunto em frente à delegacia da PF. Sabemos que em outros pontos houve atos reunindo metalúrgicos,  professores, comerciários, bancários e trabalhadores da indústria da alimentação. A mídia e demais representantes do conservadorismo de tudo tentaram para evitar que o povo brasileiro manifestasse sua inconformidade com os rumos que o País vai tomando. Primeiro, verificando as dificuldades de mobilização, criaram a falsa história da troca do imposto sindical pela renúncia das centrais à luta pelos direitos dos trabalhadores representados pelos sindicatos. Depois omitiram todos os atos preparatórios, como se não estivéssemos na véspera de uma greve geral (a rede globo, fiel ao seu histórico de manipulação da opinião pública,  simplesmente omitiu a informação em todos os telejornais). Prefeitos e governadores alinhados com tal pensamento fizeram terrorismo com os servidores públicos, o que também aconteceu, embora mais discretamente, em âmbito federal. Divulgou-se via redes sociais (e para isso se prestaram os mandamentos virtuais que alguns alcunham de lixo, mas que prefiro nem designar) que a paralisaçãoera “coisa de vagabundos”  ou que se prestava a defender a corrupção. No dia D, não podendo mais esconder a considerável mobilização que tomou forma por todo o País, mesmo contra todo o enorme esforço realizado para neutraliza-la, optaram por destacar os pontuais aspectos negativos, conflituosos ou denotadores de incivilidades. Como se fosse possível uma mobilização dessa envergadura não fosse causar contratempo algum. Sopesados todos os fatores, a greve geral foi grandiosa. Foi um primeiro passo. Não parece ser o último. É apenas o começo de um processo que demonstra que as pessoas não estão dispostas a ver o desmonte do País, das conquistas trabalhistas, da previdência social. Um grito para lembrar que o País não é só investidores financeiros, barões da mídia e outros especuladores. Aqui há jovens, aposentados, artistas, operários, pequenos e médios empreendedores, servidores públicos, agricultores. Nós existimos. Somos a Nação e não um ativo a ser transacionado em secretas negociatas. Sem sinais de recuperação econômica e com uma taxa de desemprego que já supera catorze milhões de trabalhadores, se já era insustentável, será cada vez mais difícil fazer de conta que “as reformas” podem ser feitas na base do conchavo sem graves consequências sociais.”

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